Suporte e resistência são a ferramenta mais antiga da análise técnica e, ao mesmo tempo, a mais subjetiva. Abra qualquer gráfico com dez níveis desenhados e a primeira pergunta não é onde estão, mas quais importam. A resposta não é uma sensação: pode ser medida. Esta é a ideia por trás do suporte que se torna resistência, levada um passo adiante.

1. Parta dos pivôs

Um nível só merece estar na tela se o próprio preço o sinalizou. Um pivô de alta ou de baixa, confirmado quando um número fixo de velas já fechou de cada lado, é o mercado girando de verdade. Os níveis construídos com pivôs confirmados não dependem de quem os traçou e não se movem depois.

2. Conte os toques

Quanto mais vezes o preço girou na mesma região, mais participantes a vigiam e mais provável é que volte a reagir ali. Pivôs que caem quase na mesma altura não são níveis separados, mas uma só zona, e o número de pivôs que ela reúne é o seu número de toques. Dois toques são uma hipótese; seis são um fato do gráfico.

3. Pese o tempo e o volume

Uma zona que se mantém há meses importa mais do que uma nascida na semana passada, e uma zona construída por velas de volume alto importa mais do que uma construída em mercado fino. O nó de volume mais próximo da zona mostra onde de fato houve negociação, e ajustar a borda da zona a ele mantém o nível ancorado na atividade real.

4. Penalize as mudanças de papel

Quando um nível é rompido, com frequência inverte seu papel: o suporte rompido tende a atuar como resistência. Mas uma zona que já foi rompida e recuperada várias vezes é menos confiável do que uma que nunca cedeu, por isso cada mudança de papel deve tirar pontos do seu peso.

5. Retire o que ficou velho

Um nível que o preço não visita há anos deixa de importar, por mais toques que tenha tido, e só polui o gráfico. Mantenha os níveis que contam agora: retire as zonas que passaram tempo demais sem contato e limite quantas ficam na tela ao mesmo tempo.